48


Este não é um alerta para aqueles que querem viver. Este é um lembrete para os que querem morrer. Um lembrete do dia que seguiu à enchente, e da enchente que voltou, e da esperança fazendo parte dos verdosos campos de uma imaginação voltada a terras mais habitáveis. Não tem havido formas de contar a difícil verdade, a não ser escondê-la por trás de ilustrações. Amenidades da alegria diária tornam-se esperanças transitórias amplamente espalhadas em noções não inteiramente entendidas de auto-resgate, auto-ajuda e auto-suficiência, para o que podemos ser apoiadores ou mesmo iluminar caminhos escurecidos em tempos em que não estamos em nosso caminho de fato para baixo, para dentro da enchente. Em um momento estou afundando, no próximo sou uma mensagem desdobrada da esperança.

Se você está, como eu, afogando, feche os olhos
Deixe a página ficar em branco por um momento
Toque seus pulsos para checar
Você está vivo?Ambos estamos
É verdade que leva algum tempo
Até estarmos onde a enchente não está


This is not a warning for those who want to live. This is a remainder for the ones who want to die. A remainder of the day that followed the flood, and of the flood that came back, and of hope taking part in the greenish fields of an imagination oriented to more inhabitable lands.  There have been no ways of telling the harsh truth, but by hiding it behind illustrations. The agreeableness found in daily joy turn into passing hopes widely spread in self-rescue, self-help and self-sufficiency notions not entirely understood that we might be supportive to or even enlighten darkened paths with, in times when we are not in the actual way down the flood. One moment I am going down, the next I am an unfold message of hope.

If you are, like me, drowning, close your eyes
Let the page be blank for a moment
Touch your wrists to check
Are you alive? Both of us are
It is true that it takes some time
Until we are where the flood no longer is