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Sonhos têm a sua própria linguagem. Sequer um objeto será o mesmo lá onde nenhum controle da mente exceto aquele impelido pela imaginação é necessário, onde não há razão necessária, onde há a realidade mascarada por imagens e haverá um problema criptografado. Lá onde Shakespeare é desvendado, Monalisa revelada e Frankenstein é encontrado caminhando aterrorizantemente em uma montanha previamente visitada por outro recurso de um pesadelo produtivo. Há tipos de sonhos que alguém preferiria esquecer, pois revelam medos melhor nem mesmo conhecidos. E, então, há um tipo de sonhar acordado, quando encontramos na profundidade da alma um desejo tão fantástico que “às vezes, sobrevivemos à adversidade somente por imaginar como o mundo seria se nossos sonhos devessem algum dia se tornar realidade”*.

*Memórias de Uma Gueixa




Dreams have their own language. Not a single object will be the same there where no mastering of mind but that which is impelled by imagination is needed, where no reasoning is needed, where reality is masked by images and therein a troube may be encrypted. There where Shakespeare is unraveled, Monalisa revealed and Frankenstein is found walking dreadfully on a mountain previously visited by another resource of a productive nightmare. There are kinds of dreams one would rather forget, for they reveal fears better not even known. And then there is a kind of daydream when we find in the depths of our souls a longing so fantastic that “sometimes we get through adversity only by imagining what the world would be like if our dreams should ever come true”*.

*Memoirs Of a Geisha

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