Artigo avulso: Ansiedade de Relacionamento | Odd Article: Relationship Anxiety



Você acabou de entrar em um relacionamento. E foi tão longe quanto uma pessoa poderia sonhar ou os filmes figurariam. Perfeito.

         Então, o primeiro trauma vem - porque relacionamentos podem ser incríveis e dolorosos. Ou um padrão é formado. Uma pessoa cujo primeiro namorado trabalhou com computadores viu-se depois namorando sobretudo geeks com habilidades informáticas. Padrões.

        Se você alguma vez já se envolveu com a arte de se apaixonar, provavelmente experimentou suas maravilhas e dores. Este artigo não é para dizer a você o que fazer. É para dizer que me encontrei em uma situação que pode ser comum a outros ou não. Esta minha companhia imaginada, tão provável que seja um leitor, agora irá saber que encontrei um modo de descrever essa situação como



            Ansiedade é aquilo que consome o tempo com preocupações. No português vamos dizer “preocupar”, ou pré ocupar, isto é, ocupar-se antes, ou de antemão. Um relacionamento às vezes conforma-se a teorias de uma mente ansiosa, sucumbindo a uma série de previsões, algumas delas baseadas em experiências passadas. Então a parte esmagadora surge. Tudo é super- (super como está, com um hífen simbólico). Há supercrítica, superamor, super-efeito borboleta – por favor, vá embora, mal posso respirar. Tudo muito piegas.

            Não estou de modo algum sendo tão intrometida a ponto de dizer a você o que fazer, não eu, mas um bom modo de começar se eu fosse fazer isso eu mesma, seria me perguntar, toda vez que a sobrecarga de sentimentos viesse – e se você alguma vez já ouviu a palavra “empata” e se identifica com seu significado ou foi testado positivo para isso, sinto muito, mas a sobrecarga é regular em si sem a ansiedade, ganhando novas cores e tons com ela -: devo comer espinafre agora? Não é realmente uma solução, eu sei – e não o entenda por qualquer outra interpretação que não aquela de que bananas, espinafre e feijões pretos são conhecidos por seus valiosos nutrientes contra a ansiedade, como é o chocolate para a depressão.

            Sério, no entanto. Alguma vez já se encontrou nesse tipo de ansiedade como eu? Isto pode ser muito difícil de lidar quando você é a pessoa do outro lado, aquela que tem que lidar com a ansiedade do outro. Por fim, eu só demonizava os pobres sofredores. Bem, acho que é tempo de ter um nome para isso. Estive dos dois lados, na verdade. Não tenho o direito de nomear o sentimento de outra pessoa, mas manteria em secreto o pensamento já estive lá, sei como é.

            Talvez uma cura encontre-se nos braços do primeiro estágio do primeiro amor, quando tudo era puro e não havia limite, controles, retrocesso e memórias bloqueantes consumindo o tempo. Pode alguém se lembrar da pureza, sobretudo em dias em que os mortos são frequentemente contados, como nesta pandemia?

            Esta é somente uma perspectiva sobre relacionamentos íntimos. Há outras, como a perspectiva de gênero, que comumente guia noções sobre violência doméstica, entre outras. Por ora, escolho falar sobre esta parte de um relacionamento em que ele pode ficar insuportável. Não apenas porque possa, mas porque há perdão e há ainda esta coisa chamada amor que pode ser verdadeira; uma coisa é verdadeira apenas se você acredita que ela seja. Acho que ouvi isso em algum lugar.

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